Leitura do Segundo Livro dos Macabeus
2Mc 7:1, 20-31 Fonte do texto: Padre Manuel de Matos Soares 1956 Baixe o Ambo para ver as leituras de hoje em outra tradução da Bíblia em português.
Aconteceu também que, tendo sido presos sete irmãos com sua mãe, o rei os queria obrigar a comer carnes de porco contra a lei, atormentando-os para isso com açoutes que lhes davam com azorragues e nervos de boi.
Entretanto a mãe deles, sobremaneira admirável e digna de memória, vendo morrer os seus sete filhos em um só dia, suportou heroicamente a sua morte, pela esperança que tinha no Senhor. Cheia de nobres sentimentos, exortava, na língua de seus pais, a cada um deles em particular, dando firmeza, com ânimo varonil, à sua ternura de mulher. Dizia-lhes; Não sei como fostes formados no meu ventre; não fui eu que vos dei o espírito e a vida, ou que formei os membros do vosso corpo. O Criador do mundo, que formou o homem no seu nascimento e deu a origem a todas as coisas, vos tornará a dar o espírito e a vida, por sua misericórdia, em recompensa do quanto agora vos desprezais a vós mesmos, por amor das suas leis. Ora Antíoco, considerando-se desprezado e julgando que aquelas palavras (dos mártires) eram um insulto para ele, como faltasse ainda o mais novo, não somente o exortava, mas ainda lhe assegurava com juramento que o faria rico e ditoso, que o teria na classe dos seus amigos e lhe confiaria altos cargos se abandonasse as leis dos seus pais. Como o jovem de nenhum modo consentisse em tais coisas, o rei chamou a sua mãe, e aconselhou-a a que fizesse àquele jovem recomendações para salvar a vida. Depois de a ter exortado com muitas razões, ela lhe prometeu que procuraria persuadir seu filho. Tendo-se, pois, inclinado para lhe falar, zombando deste cruel tirano, disse-lhe na língua pátria: Meu filho, tem compaixão de mim, que te trouxe nove meses no meu ventre, que te amamente! durante três anos, que te nutri e eduquei até esta idade. Suplico-te, meu filho, que olhes para o céu e para a terra e para todas as coisas que há neles, e que penses bem que Deus as criou do nada, assim como a todos os homens. Não temas este algoz, mas sê digno de teus irmãos, aceita a morte, para que eu te encontre com eles no dia da misericórdia. Quando ela ainda estava falando, o jovem disse; Que esperais vós de mim? Eu não obedeço ao mandado real, mas às prescrições da lei que foi dada por Moisés a nossos pais. Quanto a ti, autor de todos os males que oprimem os Hebreus, às mãos de Deus não escaparás.
Salmo Responsorial
Sl 17:1bcd, 5-6, 8b, 15 Fonte do texto: Padre Manuel de Matos Soares 1956 Baixe o Ambo para ver as leituras de hoje em outra tradução da Bíblia em português.
Súplica. De Davide. Ouve, Senhor, uma causa justa, atende o meu clamor, dá ouvidos à minha oração, que sai de lábios enganosos.
Firmaram-se os meus passos nas tuas veredas, os meus pés não vacilaram. Eu te invoco, ó Deus, porque me ouvirás; inclina para mim os teus ouvidos, ouve a minha palavra.
Guarda-me como a menina dos olhos, sob a sombra das tuas asas esconde-me
Eu, porém, na justiça verei a tua face, saciar-me-ei, ao despertar, com o teu semblante.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas
Lc 19:11-28 Fonte do texto: Padre Manuel de Matos Soares 1956 Baixe o Ambo para ver as leituras de hoje em outra tradução da Bíblia em português.
Estando eles a ouvir isto, Jesus acrescentou uma parábola, por estar perto de Jerusalém, e porque julgavam que o reino de Deus se havia de manifestar em breve. Disse pois: "Um homem nobre foi para um país distante tomar posse de um reino, para depois voltar. Chamando dez dos seus servos, deu-lhes dez marcos de prata, e disse-lhes: Negociai com eles até eu vir. Mas os seus concidadãos aborreciam-no; e enviaram atrás dele deputados encarregados de dizer: Não queremos que este reine sobre nós. Quando ele voltou, depois de ter tomado posse do reino, mandou chamar aqueles servos, a quem dera o dinheiro, a fim de saber quanto cada um tinha lucrado. Veio o primeiro e disse: Senhor, o teu marco rendeu dez marcos. Ele disse-lhe: Está bem, servo bom; porque foste fiel no pouco, serás governador de dez cidades. Veio o segundo e disse: Senhor, o teu marco rendeu cinco marcos. Respondeu-lhe: Sê tu também governador de cinco cidades. Veio depois o outro e disse: Senhor, eis o teu marco que guardei embrulhado num lenço; porque tive medo de ti, que és um homem austero, que tiras donde não puseste, e recolhes o que não semeaste. Disse-lhe o senhor: Servo mau, pela tua mesma boca te julgo. Sabias que eu sou um homem austero, que tiro donde não pus, e recolho o que não semeei; logo, porque não puseste o meu dinheiro num banco, para que, quando eu viesse, o recebesse com os juros? Depois disse aos que estavam presentes: Tirai-lhe o marco de prata, e dai-o ao que tem dez. Eles responderam-Ihe: Senhor, ele já tem dez. Pois eu vos digo que a todo aquele que tiver, se lhe dará; mas ao que não tem, será tirado ainda mesmo o que tem. Quanto, porém, àqueles meus inimigos, que não quiseram que eu fosse seu rei, trazei-os aqui, e degolai-os na minha presença. Dito isto, ia Jesus adiante subindo para Jerusalém.